Ardor
Publicado em: 17 de Março, 2026
Certo dia, o homem queimou seu dedo e passou a sentir uma dor constante. Dia após dia a dor aumentava. Não importava o que fizesse, nada era capaz de aliviar a dor — tampouco diminuí-la.
Cansado e já irritado, se decide então cortar fora o dedo queimado, esperando assim dar fim à dor. Entretanto, enquanto serrava o dedo em transe, um rio de sangue começou a escorrer.
Por fim, ao tentar se livrar daquela dor sórdida, lentamente se afogou no próprio sangue culposo — quem dirá, cândido.